As Fanarts do Davi
A Arte Multiverso: Paixão e Processo em Mãos Diferentes
Texto Curatorial (Voz do Davi)
Eu exploro diferentes estilos, mostrando que o afeto pelo fandom me motiva a me adaptar à estética de cada universo. Nesta parte da sala, vocês verão o Mega Lucario desenhado com a textura do lápis de cor e hidrocor, o Poco do Brawl Stars recriado digitalmente até nos mínimos detalhes da interface do jogo, e o contraste dramático do Cuphead, também feito com materiais tradicionais. O que nos conecta? O esforço. Algumas dessas obras foram feitas à mão, com a concentração de tentar acertar a proporção e a cor. Outras foram desenhadas diretamente com o dedo no tablet, numa tentativa mais rápida e espontânea de capturar a ideia. Em todos os casos, o tempo gasto é um investimento de carinho naquilo que nos inspira.
Engajamento com a Estética do Jogo (Digital). Poco (Brawl Stars) - 'Hipercarga': Esta é uma fanart de interface. Eu não apenas desenhei o personagem; eu recriei a tela do jogo, incluindo ícones, níveis de troféu e o banner de "Hipercarga". Isso mostra um nível de imersão que vai além do retrato. A paixão pelo jogo leva o fã a entender e replicar a lógica visual do código e do design do jogo. Isso estabelece um ponto de partida forte para o debate na Sala 2 sobre como a IA interpreta regras visuais.
Personagem de Solo Leveling: O estilo digital aqui é limpo e focado em cell shading (sombreamento plano), emulando o estilo webtoon/manhwa. Demonstra a minha capacidade de mudar de estilo para me adequar à mídia de origem.
Criação Manual e Emoção (Tradicional). Cuphead (Dice/Diabo): O trabalho de lápis de cor/hidrocor é vibrante e expressivo. O painel dividido (personagens vs. Chefes) captura o conflito narrativo e a vibe de animação clássica do jogo. A textura do lápis e o risco da caneta são a materialidade da criação. Se Davi fosse usar IA para fazer isso, ele perderia a energia manual e o risco do erro que essa técnica traz.
Mega Lucario (Pokémon): O desenho à mão e as cores fortes mostram a conexão clássica de fã com a franquia, um fandom que tem sido historicamente construído com lápis e cadernos.
A Mistura de Mídia e o Pessoal. Yarnabi (Poppy Playtime): Digital, com um estilo que remete ao desenho infantil/fofo com um toque de terror (olhos e dentes). A minha assinatura à mão (com a estrelinha) é um toque pessoal importante.
Gato Maxwell/Alan Moore (Digital P&B): Esta obra tem uma estética de quadrinhos e mangá (uso de retícula/halftone). Esta é a peça mais experimental no estilo. Ela usa ferramentas digitais para replicar uma estética tradicional, mostrando que a técnica é a serviço da narrativa, e não o contrário.
Este é o grito do fã tradicional: a prova de que a autoria está no processo dedicado – seja ele tentando copiar a retícula de um mangá (como no desenho do gato Maxwell) ou recriando a complexidade de um cenário de jogo (como no Poco).
É esse processo cheio de escolhas manuais, intenções explícitas e esforço que vamos colocar em diálogo com a velocidade e a média estatística da Inteligência Artificial. A máquina pode gerar mil imagens por segundo, mas ela sentiu a emoção de desenhar o Cuphead com o risco do lápis?





