Linha do tempo - Davi

Nesta linha do tempo, voltamos ao início de tudo: quando a única 'ferramenta' era a mão, a paixão e a curiosidade. Estes desenhos, feitos entre 2013 e 2019, são a nossa primeira autoria. 


O Início Inocente 

Eu nem sabia desenhar a mão, mas já tinha o coração cheio do personagem. O erro aqui é a prova da paixão! O giz de cera é difícil de controlar! Mas este desenho carrega o cheiro da infância e o esforço de tentar fazer algo durar na folha. 

Essa Fanart do Caillou eu fiz em 2014.

E essa Fanart dos Peixonautas eu fiz em 2015

Nós começamos a desenhar assim que foi possível segurar um giz de cera na mão ...


A Força do Material 

Nesta fase, a criação de fã transcende o desenho e se torna produção cultural, usando as mãos para criar histórias e objetos. Eles são imperfeitos, desproporcionais e transbordam cores. E essa é a sua força! O erro é a assinatura aqui. O traço trêmulo, a caneta que escapa do contorno, a tentativa de dar vida a um personagem favorito com o que se tem: papel, lápis de cor, giz de cera e canetinhas coloridas.  

Em 2016 eu fiz um livro de aventuras do Gato de botas, foram muitas Fanarts. A autoria de fã não é só uma imagem; é uma história. Fazer um livro inteiro (e não apenas uma fanart) mostra que o afeto nos leva a expandir ativamente o cânone.



A Narrativa de Fã 

Os últimos anos de infância mostram o fã entendendo que a criação também pode ser estruturada e complexa

Eu fiz um livro de aventuras do Curupira e outros personagens do nosso folclore, entre 2017 e 2018.





Entre 2017 e 2018 eu também desenhei e recortei várias silhuetas de personagens diversos para contar histórias com teatro de sombras, e um deles foi do Grúfalo. Aqui, o desenho vira objeto. Recortar silhuetas e criar um teatro de sombras é a prova de que o fandom nos leva a experimentar mídias tradicionais. A máquina não pode cortar papel, nem entender a mágica da sombra. É o esforço manual que dá vida à narrativa.


Entre 2018 e 2019 eu fiz dois jogos, um de cartas tipo supertrunfo com meus personagens preferidos e um de tabuleiro com alguns dos desafios dos meus personagens. Desenhei e criei as regras dos meus próprios jogos com os personagens preferidos. Isso é o fandom no seu ápice: não apenas consumir a arte, mas redefinir as regras. A IA é boa em replicar regras, mas eu inventei o sistema baseado no meu afeto.